Premiê japonês reduz o próprio salário para ajudar reconstrução
28 de outubro de 2011 • 06h56 • atualizado às 08h36
28 de outubro de 2011 • 06h56 • atualizado às 08h36
O primeiro-ministro japonês Yoshihiko Noda votou a favor na redução de seu próprio salário nesta sexta-feira Foto: Reuters
O salário do primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, será
reduzido em 30% e o dos ministros e vice-ministros, em 20%, a fim de
contribuir para financiar a reconstrução das zonas assoladas pelo
terremoto de março.
Segundo a agência local Kyodo, a redução está contemplada
em um projeto de lei que procura cortar o salário dos funcionários
públicos em quase 8% até 2014, embora os membros do gabinete tenham
decidido aplicar o corte em seus vencimentos já no mês que vem para
demonstrar seu compromisso.
Se for aprovada, a lei permitirá ao governo arrecadar 290 bilhões
de ienes por ano (US$ 3,8 bilhões) para utilizar em trabalhos de
reconstrução no nordeste do país. A norma já está no Parlamento, junto a
outra lei que procura ampliar os direitos trabalhistas dos funcionários
públicos.
Pouco após chegarem ao poder, no início de setembro, os membros
do gabinete de Yoshihiko Noda já acordaram ceder 10% de seus salários
aos cofres públicos para contribuir para a reabilitação após o terremoto
de março, a pior catástrofe no Japão após a Segunda Guerra Mundial.
Após o acordo, o salário do primeiro-ministro passará a ser de
1,44 milhão de ienes (US$ 18.900), o dos ministros chegará a 1,2 milhão
de ienes (US$ 15.700) e o dos vice-ministros será reduzido a 1,15 milhão
de ienes (US$ 15 mil), segundo a agência Kyodo.
O terremoto e devastador tsunami de março deixaram cerca de 20
vítimas, entre mortos e desaparecidos, no nordeste do Japão, uma crise
nuclear ainda existente e um trabalho de reconstrução cujo custo é
calculado em mais de US$ 253 bilhões.
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